Glucoheptose

Glucoheptose

Gluco-heptose é um monossacarídeo de sete carbonos pertencente à família das heptoses, distinguido pela presença de uma configuração semelhante à da glucose. Caracteriza-se como derivados D-glicero ou L-glicero com variações estereoquímicas, sendo comumente encontrado em polissacarídeos bacterianos e glicoconjugados. As gluco-heptoses desempenham papéis importantes em estruturas de superfície microbianas, como polissacarídeos capsulares e lipopolissacarídeos, impactando a virulência bacteriana e a evasão imunológica.

Estrutura química

A gluco-heptose existe tipicamente na forma piranósica com uma cadeia de sete carbonos. Por exemplo, a β-D-glicero-β-L-gluco-heptose apresenta arranjos estereoquímicos específicos nas posições C2–C5 que a distinguem de outros isômeros de heptose. Estudos de ressonância magnética nuclear (RMN) revelam deslocamentos químicos e constantes de acoplamento característicos que confirmam a configuração gluco, com ligações anoméricas β evidenciadas por arranjos trans de H1–H2 e contatos NOE entre prótons H1 e H3/H5.

Via de biossíntese

A biossíntese da gluco-heptose envolve uma cascata enzimática complexa iniciada a partir de GDP-manno-heptose. Em Campylobacter jejuni, três enzimas-chave — MlghB (epimerase), MlghC (redutase C4) e Cj1427 (oxidase) — catalisam a conversão de derivados de GDP-manno-heptose em GDP-β-L-gluco-heptose via formas intermediárias de ceto-açúcar. MlghB realiza unicamente epimerizações em C3 e C5 essenciais para estabelecer a estereoquímica gluco. A via prossegue com reduções e modificações estereoespecíficas, produzindo o açúcar ativado por nucleotídeo necessário para a montagem de polissacarídeos capsulares. Esse açúcar nucleotídico atua como substrato para glicosiltransferases bacterianas, inserindo resíduos de gluco-heptose em glicanos funcionais.

Papel biológico

Polissacarídeos contendo gluco-heptose contribuem para a formação da cápsula bacteriana e para a especificidade de sorotipo. Polissacarídeos capsulares com gluco-heptose favorecem a evasão imunológica e a patogenicidade bacteriana ao formar barreiras protetoras contra defesas do hospedeiro. As modificações do grupo açúcar também afetam a adesão e colonização bacterianas. Devido à sua exclusividade em bactérias, as enzimas da via biossintética da gluco-heptose representam alvos promissores para o desenvolvimento de fármacos antimicrobianos. Além disso, a capacidade de sintetizar enzimaticamente GDP-gluco-heptose com estereoquímica definida oferece ferramentas para pesquisa em glicobiologia e desenvolvimento de novas terapêuticas baseadas em carboidratos.

 

As gluco-heptoses são açúcares de sete carbonos estruturalmente únicos e críticos para polissacarídeos de superfície bacteriana. Sua biossíntese depende de enzimas especializadas que conferem configurações estereoquímicas específicas vitais para a virulência bacteriana. Pesquisas em andamento elucidam vias bioquímicas detalhadas e caracterizações estruturais, destacando a gluco-heptose como uma molécula importante em microbiologia e descoberta de fármacos.

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