Fosfofrutoquinase-1 (PFK-1) é uma enzima regulatória crucial na glicólise, a base para a respiração tanto anaeróbica quanto aeróbica. Como enzima controladora da taxa, sua atividade determina a velocidade da glicólise. PFK-1 catalisa o passo "comprometido" da glicólise, que é a conversão de frutose-6-fosfato e ATP em frutose-1,6-bisfosfato e ADP. Esta enzima é alostérica, composta por quatro subunidades, e é regulada por vários ativadores e inibidores.
Função e Regulação
PFK regula a glicólise por inibição alostérica, permitindo que a célula ajuste a velocidade da glicólise de acordo com suas necessidades energéticas. Por exemplo, uma alta proporção de ATP para ADP inibe PFK e, consequentemente, a glicólise. Em eucariotos, PFK é ativado por frutose-2,6-bisfosfato, que anula a inibição do ATP, proporcionando aos eucariotos maior sensibilidade a hormonas como glucagon e insulina.
PFK-1 pertence à família das fosfotransferases e facilita a transferência de γ-fosfato de ATP para frutose-6-fosfato. O sítio ativo de PFK-1 inclui os sítios de ligação de ATP-Mg2+ e F6P. Ativadores alostéricos como AMP e ADP ligam-se ao sítio alostérico para promover a formação do estado R por meio de mudanças estruturais, enquanto inibidores como ATP e PEP ligam-se ao mesmo sítio alostérico para facilitar a formação do estado T, inibindo assim a atividade enzimática.
Kits de Ensaio para Fosfofrutoquinase
Os kits de ensaio para fosfofrutoquinase oferecem um método simples e direto para medir a atividade de PFK em diferentes amostras. Esses kits aproveitam o papel de PFK na conversão de frutose-6-fosfato em frutose-1,6-bisfosfato, que é o passo limitante da taxa da glicólise. A atividade de PFK é regulada por cofatores e modificações pós-traducionais e pode ser usada para medir o fluxo glicolítico em tecidos. Deficiências na atividade de PFK podem levar a doenças de armazenamento de glicogênio, como a glicogenose tipo VII (doença de Tarui).
Princípio do Ensaio
A atividade de PFK é medida por meio de um ensaio enzimático acoplado. Neste ensaio, PFK converte frutose-6-fosfato e ATP em frutose-1,6-bisfosfato e ADP. Subsequentemente, a mistura de enzimas converte ADP em AMP e NADH. O NADH resultante reduz uma sonda incolor, produzindo um produto colorimétrico que é proporcional à atividade de PFK.
